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Viva à Liberdade - 25 de Abril

A história  do cravo vermelho
explicada por Vasco Lourenço (militar de Abril)

Quanto à origem do cravo vermelho como um dos principais símbolos do 25 de Abril, pode afirmar-se que tem duas explicações:

Em primeiro lugar, convém ter presente que o cravo vermelho era, à data, talvez a flor mais barata e popular.

Ora acontece que, nesse dia, 25 de Abril de 1974, havia um restaurante na Rua Braancamp, em Lisboa, que celebrava o seu primeiro
aniversário.

O proprietário comprara cravos vermelhos - a tal flor que juntava o barato e o popular - para oferecer nesse dia às clientes.

Como houve a acção militar, o restaurante não funcionou e o proprietário disse aos seus trabalhadores que podiam levar os cravos com eles.  Uma das trabalhadoras, chamada Celeste, decidiu levar um molho de cravos para casa.

Ao começar a descer a Avenida da Liberdade, deparou com a população a oferecer bebidas, sandes, tabaco, aos soldados que ali estavam ou passavam. Tomou, então, a iniciativa de lhes oferecer os cravos, dizendo "desculpem, mas não tenho mais nada para vos oferecer".

Os soldados recebiam os cravos e, não sabendo onde os colocar, decidiram
enfiá-los nos canos das espingardas.
 

Outra explicação, certamente coincidente:
No Rossio, havia várias vendedoras de flores que, quando os militares aí passaram, vindos do Terreiro do paço, os vitoriaram e lhes ofereceram as flores que estavam a vender, nomeadamente as tais mais baratas e populares, os já referidos cravos vermelhos.

O resto foi igual: os militares colocaram-nos na "boca" das espingardas.

E assim nasceu um dos principais, senão mesmo o principal, símbolo da Revolução dos Cravos, o cravo vermelho.

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